O arminianismo verdades e mentiras.

Quase que invariavelmente as pessoas formam suas crenças não baseadas nas provas, mas naquilo que elas acham atraente”.
(BLAISE PASCAL).

Opinião respeitosa:

MUITO EMBORA não possua um diploma ou certificado de teologia. Não me considero menos capacitado para “abrir as cortinas” das ditas “verdades” calvinista. CONTUDO QUERO deixar bem claro que não faço parte de nenhum grupo que chamem os irmãos calvinistas de antibíblicos ou coisa do tipo. AO CONTRARIO, as minhas divergências estão focadas tão somente no campo das ideias e não no campo pessoal. NÃO OFENDO, e nem tampouco pretendo ser ofendido.
“... Cada um tenha opinião bem definida...” (RM 14, 05).

O QUE É O ARMINIANISMO?

Para responde essa pergunta eu faço uso das palavras do escritor Norman Geisler que diz:
“... Arminianismo é a teologia dos seguidores de Jacó Armínios (1560 – 1609), teólogo reformado holandês cujo pensamento foi expresso no seu livro Remonstrance... formalmente lançado um ano após sua morte... O pensamento de Armínios foi formalmente condenado no sínodo calvinista de Dort (1618 – 1619), e muitos dos seus seguidores foram banidos e perseguidos... Somente em 1795 é houve a tolerância oficial do pensamento dos arminianos...” (1).

O ARMINIANISMO E O LIVRE - ARBÍTRIO.

O que dizem os patristicos?
Justino Mártir (100 – 165 DC) “Deus... resolveu cria – lós livres...”. (Dialogue, CXLI)...
Orígenes (C. 185 – 254) “... Cada alma racional é dotada de livre – arbítrio...”.
Metódio (C. 260 – 311) “... O ser humano foi feito com livre – arbítrio...”.
Arquelau (C. 277) “... Deus... deu a cada individuo o... livre – arbítrio”.
Jeronimo (C. 347 – 420) “...        Fomos criados... com o livre – arbítrio...”.
Tertuliano (155 – 225) “... O ser humano foi feito livre por Deus...”
Orígenes (185 a 254 d. C.) Toda alma racional possui... livre-arbítrio...”.
Agostinho jovem (354 – 430) “O livre – arbítrio, naturalmente concedido por Deus...” (2)
 “... Nem uma única personalidade da igreja nos primeiros 300 anos o rejeitou e a maioria o afirmava claramente em obras ainda existentes. Vemos que ele foi ensinado por grandes líderes em lugares tão diferentes quanto Alexandria, Antioquia, Atenas, Cartago, Jerusalém, Lícia, Nissa, Roma e Sica. E também pelos líderes de todas as principais escolas teológicas. Os únicos que o rejeitavam eram heréticos, como os gnósticos, Marcião, Valentino, Mane (e os maniqueístas), etc...” (3).

ELEIÇÃO ILIMITADA.

“... ALGUNS TEXTOS BÍBLICOS têm sido usados por alguns para sustentar a idéia de que Jesus não morreu por toda a humanidade. EM VÁRIAS PASSAGENS encontramos a idéia de que Jesus derramou seu sangue por “MUITOS” (Isaías 53:11, 12; Mateus 26:28; Marcos 14:24)... JOÃO CALVINO acreditava que Cristo morreu por todos os pecados do mundo... “a palavra ‘muitos’ não significa uma parte apenas, do mundo, mas toda a raça humana...” (4).

O pastor Zwinglio Rodrigues nos presenteia com algumas opiniões referentes ao assunto leiamos:

“...Earl Radmacher: A morte de Cristo é suficiente para todos, mas só é eficiente para os que creem nele. Nem todos serão salvos, mas Jesus oferece salvação a todos.
Leon Morris: Cristo fez ampla provisão; a sua provisão tem eficácia para os pecados do mundo inteiro.
Adam Clarke:... A tentativa de limitar isso é um ultraje violento contra Deus e sua Palavra.
A.T. Robertson: A propiciação operada por Cristo provê salvação para todos...
John Abert Bengel:  A propiciação é tão grande quanto o pecado...” (5).

O pastor Ciro Sanches Zibordi (arminiano) nos explica isso dizendo que:

O bom hermeneuta — intérprete das Escrituras — não deve se prender apenas ao étimo dos termos bíblicos para fazer uma boa exegese. Ele deve saber que os contextos geral e imediato podem alterar o significado original de uma palavra. Afinal, as Escrituras são análogas. Vejamos como os termos "todos" e "muitos", em Romanos 5, mudam de significado de acordo com a construção frasal ou ao serem confrontados com a analogia geral das Escrituras...Van Johnson, ao discorrer sobre a ocorrência de "todos" e "muitos" em Romanos 5, afirmou: "O leitor notará como Paulo passa livremente de 'todos' para 'muitos' ao longo de toda essa seção. [...] O uso de 'muitos' em oposição a 'todos' não é significativo, porque Paulo usa os termos intercambiavelmente. Os 'muitos' que morreram pela transgressão de um homem (v.15) são certamente referência a todas as pessoas. E a natureza paralela dos versículos 18 e 19 sugere que o 'todos' do versículo 18 é equivalente ao 'muitos' do versículo 19...” (6).
“... Temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens...” (1ª TM 4,10).
E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo...”. (João 12: 32,33)

“... CITAÇÕES DOS PRIMEIROS PAIS DA IGREJA PRIMITIVA

 Clemente de Alexandria (150-220): “Cristo... traz... salvação a toda a raça humana”.
 Eusébio (260-340): “Era necessário que o Cordeiro de Deus fosse oferecido... pela raça humana inteira”.
Atanásio (293-373): “Cristo o Filho de Deus... se entregou à morte por todos nós como um sacrifício para Seu Pai”...
Ambrósio (340-407): “Cristo sofreu por todos, ressuscitou por todos...”...
 Próspero (um amigo e discípulo de Agostinho que morreu em 463): “... O sangue de Cristo é a redenção do mundo todo...”...

CITAÇÕES DOS REFORMADORES DO SÉCULO 16.
Martinho Lutero (1483-1546): “Cristo... retirou os pecados do mundo todo...”.
Philip Melanchton (1497-1560): “É necessário saber que o Evangelho é... uma promessa universal... prometida a toda a humanidade...”...

CITAÇÕES DE OUTROS ERUDITOS DA HISTÓRIA DA IGREJA RECENTE...
B. F. Westcott: “Potencialmente, a obra de Cristo estende para o mundo todo...”.

A. T. Robertson: A palavra “mundo” em Jo 3.16 – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira” – significa “o completo cosmos dos homens, incluindo os gentios, toda a raça humana,” e acrescenta que “este aspecto universal do amor de Deus aparece também em 2Co 5.19; Rm 5.8” (7).

O ARMINIANISMO NÃO É SEMI - PELAGIANISMO.
É muito comum os arminianos serem chamados de seguidores dos ensinos de Pelagio. Mais isso não é verdade.
Para entendermos melhor sobre as diferenças entre o arminianismo e o semi – pelagianismo.
Faço uso das palavras do estudo “Distinguindo o Arminianismo Clássico do Semi-Pelagianismo”.
“...É desnecessário dizer que é pertinente examinar adequadamente a teologia de Jacobus Arminius, a fim de se chegar ao que realmente o Arminianismo ensina...As evidências claramente revelam que o Arminianismo é visivelmente diferente do semi-Pelagianismo; assim, as raízes de equívocos contemporâneos também serão expostas para se compreender adequadamente os ensinamentos do reformador holandês, Jacobus Arminius.

A Vida de Jacobus Arminius

A história do Arminianismo começa com, é claro, seu fundador, Jacob... Arminius... Nasceu em 1559 em Oudewater, Holanda, e foi o filho de um ferreiro que fazia armaduras... Tragicamente, seu pai morreu por volta da época de seu nascimento, e não se sabe muito sobre sua mãe, Engeltje... Com uma mãe viúva, e vários irmãos conhecidos, sofreu outra tragédia em sua infância, quando sua mãe e todos os seus irmãos foram assassinados no massacre de Oudewater em 1575... Um ano mais tarde, Arminius matriculou-se na Universidade de Leiden... Ele prosseguiu os estudos em 1582 na Academia de Genebra, liderado pelo sucessor de João Calvino, Theodore Beza... Evidentemente, a teologia arminiana tem regularmente enfrentado críticas bastante fortes e acusações alheias, até mesmo em seu início com Arminius. Assim, é absolutamente necessário observar as suposições comuns apresentadas por aqueles que discutem a teologia arminiana.

Concepções do Arminianismo clássico

... Os ‘cinco pontos’ apareceram na verdade como uma resposta aos escritos teológicos dos seguidores de Arminius denominados ‘Remonstrance’. Roger Olson explica, ‘O Remonstrance foi preparado por aproximadamente 43 (o número exato é debatido) pastores e teólogos holandeses reformados após a morte de Arminius em 1609. Ele foi apresentado em 1610 para uma conferência de líderes da igreja e do estado em Gouda, Holanda, para explicar a doutrina arminiana. Concentra-se principalmente em questões de salvação e, especialmente, predestinação...

Observações históricas de dados Arminianos

Depravação

O estudioso arminiano, Roger Olson, defende a si próprio e ao Arminianismo com esta afirmação:
Arminianos… de forma alguma negam a depravação total (mesmo que prefiram outro termo para designar a impotência espiritual humana) ou a absoluta necessidade da graça sobrenatural até mesmo para o exercício de uma primeira boa vontade em direção a Deus... A afirmação de Olson, é claro, poderia ser apenas uma ilusão, se nenhuma prova pudesse ser encontrada, mas a história realmente alinha-se com o que ele está dizendo. Jacobus Arminius pronunciou estas palavras em suas obras: Neste estado... O... Livre - arbítrio do homem para o verdadeiro bem não está apenas ferido, enfermo, inclinado, e enfraquecido; mas ele está também preso, destruído, e perdido. E os seus poderes não só estão debilitados e inúteis a menos que seja assistido pela graça, mas não tem poder algum exceto quando é animado pela graça divina...Além disso, um de seus seguidores mais próximos, Simon Episcopius, disse: Homem não tem fé salvadora em si mesmo; nem ele nasce de novo ou se converte pelo poder de seu próprio livre arbítrio: se achando no estado de pecado, ele não pode pensar, muito menos querer ou fazer qualquer bem que seja de fato salvificamente bom a partir de si mesmo: mas é necessário que ele seja regenerado e totalmente renovado por Deus em Cristo pela Palavra do Evangelho e pela virtude do Espírito Santo, em conjunto com o seguinte: no entendimento, afeições, vontade e todos os seus poderes e faculdades, para que ele possa ser capaz de compreender, meditar, querer e realizar essas coisas que são salvificamente boas...Mais tarde, arminianos como H. Orton Wiley falaram em perfeita harmonia com Arminius, dizendo: ‘Depravação é total na medida em que afeta todo o ser do homem’... Depois de tais relatos de provas documentais que indicam que Arminianos clássicos têm defendido a doutrina da depravação total...

Eleição e Predestinação

A maior linha divisória entre um calvinista e um arminiano está baseada na doutrina da eleição, ou seja, ‘Condicional’... De acordo com Roger Olson, o ‘Arminianismo clássico ensina que a predestinação é simplesmente a determinação de Deus (decreto) para salvar através de Cristo todos os que livremente responderem à oferta gratuita da graça de Deus, arrependendo-se do pecado e crendo (confiando) em Cristo. Ela inclui a presciência de Deus daqueles que irão responder. Ela não inclui uma seleção de certas pessoas para a salvação [eleição incondicional], muito menos para a condenação’...Jacobus Arminius certamente não se opôs à predestinação... E declarou: ‘... É o fundamento do cristianismo, da salvação e de sua certeza’... É o decreto do bom prazer de Deus em Cristo, pelo qual ele resolveu dentro de si mesmo desde toda a eternidade, justificar, adotar e dotar com a vida eterna, para o louvor da sua graça gloriosa, crentes sobre os quais ele decretou conceder fé’... Por isso, enquanto a maioria das reclamações contra o Arminianismo relacionam-se com depravação total e graça resistível, pode-se ver claramente que Arminius entendia que a eleição foi uma escolha de Deus, não do homem — mesmo que, para Arminius, a escolha de Deus foi baseada na fé prevista. Ele também não pronunciou que todos eram eleitos, ou seja, o universalismo...

A Natureza da Expiação...

Felizmente, há muitas vozes arminianas que defendem a posição de Arminius sobre a expiação e pessoalmente acreditam nela eles próprios. Estes incluem: John Wesley, Richard Watson, William Burton Pope, Thomas Summers, e Thomas Oden...

Resistibilidade do Espírito Santo

... Arminius declara: Em seu estado caído e pecaminoso, o homem não é capaz, de e por si mesmo, pensar, desejar, ou fazer aquilo que é realmente bom; mas é necessário que ele seja regenerado e renovado em seu intelecto, afeições ou vontade, e em todos os seus poderes, por Deus em Cristo através do Espírito Santo, para que ele possa ser capacitado corretamente a entender, avaliar, considerar, desejar, e executar o que quer que seja verdadeiramente bom... Todavia não sem a ajuda contínua da Graça...

Perseverança dos Santos...

...Olson... Escreve: ‘Metodistas e todas as suas ramificações seguiram os Remonstrantes... Acreditavam que a apostasia total é uma possibilidade... Arminius não era dogmático sobre sua posição, seria incorreto presumir que todos os arminianos acreditam que podem perder a salvação...Embora, certamente, muito mais poderia ser dito do Arminianismo e suas distinções de semi-Pelagianismo, as evidências apresentadas expuseram várias razões por que os dois sistemas de teologia devem permanecer separados... Finalmente, uma investigação adequada sobre um determinado sistema teológico tornará as discussões com os pontos de vista opostos muito mais intelectualmente honestas e respeitáveis...O que resta a ser discutido... É se o Arminianismo é ou não biblicamente correto... Deve impulsionar todos os ouvintes a comparar seus escritos com a exegese bíblica a fim de chegar a uma teologia precisa e de glorificar a Deus...” (8).

ARMINIANISMO EXTREMADO (TEISMO ABERTO).

O pastor Silas Daniel nos esclarece o que é isso:
“...O teólogo liberal canadense Clark Pinnock, ex – calvinista ortodoxo, é o nome mais expressivo do movimento teológico denominado Opennes of God (Sinceridade – ou abertura – de Deus) ou Open Teísmo (Teísmo aberto). No Brasil, esse pensamento é denominado Teologia da Abertura de Deus ou Teologia Relacional, trata- se de uma nova vertente da Teologia Liberal... Clark Pinnock era conhecido como teólogo conservador de linha calvinista, até que teve sua visão, mudada, aderindo ao arminianismo. Até ai tudo bem. Alguém pode ser arminiano ou calvinista e ser coerente biblicamente, apesar das diferenças entre as duas correntes na interpretação de determinadas verdades bíblicas...
O Teísmo aberto ensina basicamente cinco coisas:
1)   O maior atributo de Deus é o amor
Na teologia relacional ou teísmo aberto, esse atributo divino é normalmente enfatizado em detrimento a todos os demais atributos de Deus... Porém, a Bíblia nos apresenta todos os atributos divinos coexistindo em equilíbrio... (Gn 17, 1; Jó 2, 2; Sl 139; e Is 46, 10)...
2)   Deus não é tão soberano assim
... Segundo eles, Deus se adapta à vontade e às decisões dos homens, e não pode realizar tudo que deseja...
Isso contraria frontalmente o ensino bíblico...
3)   Deus não conhece o futuro
... Os adeptos dessa teoria se dividem entre dois argumentos. Uns dizem que Deus não pode conhecer o futuro porque o futuro não existe... Outros teístas abertos afirmam que mesmo que Deus tenha o poder de saber o futuro, Ele o ignora porque escolheu não saber o que vira...
Porém, a Bíblia afirma que Deus é Eterno e transcendente (Is 57, 17). Ele não teve começo e não terá fim, e o tempo foi criado por Ele (Sl 90, 2)
4)   Deus se arrisca
5)   Deus comete erros, aprende e muda
... O Deus da teologia relacional é vulnerável, comete erros, aprende com eles e de posição... (9)

Declaração de Fé (arminiana).

1. Nós acreditamos que as Escrituras como originalmente dada por Deus, tanto do Antigo e Novo Testamentos, é a Palavra de Deus inspirada, infalível, totalmente confiável e autoridade suprema em todas as questões de fé e conduta.
2. Acreditamos em um Deus, Criador de todas as coisas, infinitamente perfeito e eternamente existente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, que possui um conhecimento perfeito e completo do passado, presente e futuro, e que preserva, governa e dirige todas as coisas de modo que nada no mundo acontece sem qualquer causa ou a sua permissão. Deus é o autor do bem, mas não do mal. No entanto, mesmo o mal é governado por Deus em que Deus o limita e direciona-o para um ajuste final com o seu plano e propósito. 
3. Nós acreditamos que Jesus Cristo é totalmente Deus e totalmente humano, tendo sido concebido do Espírito Santo e nascido da virgem Maria. Ele viveu uma vida sem pecado, morrendo na cruz como um substituto e sacrifício para os pecadores. Levantou-se do corpo no terceiro dia e subiu para a direita do Pai. Ele voltará pessoal e visivelmente no final da época da plena realização do Reino de Deus.
4. Acreditamos que parte do ministério do Espírito Santo é glorificar o Senhor Jesus Cristo e, durante esta idade, para condenar os pecadores, permitindo-lhes acreditar, regenerar o pecador que crê, e habitar, orientar, instruir e capacitar o crente para viver uma vida piedosa e de serviço.
5. Acreditamos que a humanidade foi criada à imagem de Deus, mas caiu de seu estado original sem pecado pela desobediência intencional e engano de Satanás, resultando na condenação eterna e da separação de Deus. Em si mesma e para além da graça de Deus, os seres humanos não podem nem pensar, à vontade, nem nada de bom, incluindo acreditar. Mas a graça preveniente de Deus prepara e capacita os pecadores para receberem o dom gratuito da salvação oferecida em Cristo e seu evangelho. Somente através da graça de Deus podem pecadores e por isso acredita ser regenerado pelo Espírito Santo para a salvação e vida espiritual. É também a graça de Deus que permite aos crentes continuarem na fé, assim como boa em pensamento, vontade e ação, de modo que todas as boas ações ou movimentos que podem ser concebidos devem ser atribuídos à graça de Deus.
6. Acreditamos que o sangue derramado de Jesus Cristo e sua ressurreição foram fornecidos para a salvação de todas as pessoas, mas são eficazes apenas para aqueles que acreditam. A Morte e ressurreição de Cristo fornecem o único motivo de justificação e de salvação, e somente aqueles que crêem em Jesus Cristo, tornam-se nascidos do Espírito Santo e, assim, se tornarão filhos de Deus.
7. Acreditamos que a graça salvadora de Deus é resistível, que a salvação depende da eleição de fé em Cristo, e que a perseverança na fé é necessária para a salvação final.
8. Cremos na ressurreição corporal dos mortos, dos crentes a bem-aventurança eterna e alegria com o Senhor, e dos incrédulos para o julgamento e castigo eterno.

ALGUNS DETRATORES DO ARMINIANISMO.

“... Edwin H. Palmer[os arminianos] acreditam que, às vezes, o homem natural e não regenerado tem bondade o suficiente nele de maneira que, se o Espírito Santo ajudá-lo, ele irá escolher a Jesus. O homem escolhe Deus e então Deus escolhe o homem”.


O Novo Dicionário de Teologia.

Arminio estava dizendo que Deus não escolhe ninguém, mas, em vez disso, prevê que alguns o escolherão.
SINCLAIR B. FERGUSON; DAVID F. WRiGHT
William Perkins, James Montgomery Boice, Michael Horton, W. Robert Godfrey engrossam fileiras calvinistas que atribuem ao arminianismo clássico o ressurgimento do pelagianismo e/ou semipelagianismo...” (10).
Os cinco Pontos do arminianismo.

“O arminianismo pode ser representado pelo acrônimo FACTS:
Freed by Grace (to Believe) – Livre pela graça (para crer)
Atonement for All – Expiação para Todos
Conditional Election – Eleição Condicional
Total Depravity – Depravação Total
Security in Christ – Segurança em Cristo
... Os pontos serão apresentados aqui em ordem lógica... Para fins de facilitar sua explanação.

Depravação Total...

Depravação total não significa que os seres humanos são tão maus quanto eles podem ser, mas que o pecado impacta cada parte do ser pessoal e que as pessoas agora têm uma natureza pecaminosa com uma inclinação natural para o pecado, fazendo cada ser humano ser fundamentalmente corrupto em seu coração...

Expiação para Todos...
Deus entregou Seu único Filho para morrer pelos pecados do mundo todo de modo a proporcionar perdão e salvação a todas as pessoas... Os benefícios desta morte são recebidos pela graça mediante a fé e são eficazes apenas aos que crêem.

Livre pela graça {para crer}...

Devido a Depravação Total e a Expiação para Todos (como descrito acima), Deus chama a todas as pessoas em todos os lugares para se arrependerem e crerem no Evangelho, e graciosamente habilita àqueles que ouvem o Evangelho a responder positivamente em fé...
A graça salvadora é resistível, o que significa que ele dispensa seu chamado, projeto, e graça capacitadora (que nos traria salvação se respondida com fé) de tal forma que possamos rejeitá-la. Aqueles que ouvem o Evangelho podem ou aceitá-lo pela graça ou rejeitá-lo para sua eterna destruição...
Deus tem livre arbítrio supremo e absoluto. Sua escolha de sobrenaturalmente libertar a vontade pecadores pela sua graça para crerem em Cristo é uma questão do exercício de sua própria soberania e livre arbítrio.

Eleição Condicional...
Entre os arminianos, há duas visões diferentes sobre a eleição condicionada à fé:

Eleição Individual: A visão clássica na qual Deus individualmente escolheu cada crente baseado em Seu pré-conhecimento da fé de cada um e então predestinou cada um à vida eterna.

Eleição Corporativa: Eleição para salvação é primariamente para a Igreja como um povo e abraça indivíduos apenas numa união em fé com Cristo, O Escolhido, e como membros deste povo. Desde que a eleição individual deriva da eleição de Cristo e do povo corporativo de Deus, indivíduos tornam-se eleitos quando crêem e continuam eleitos apenas enquanto crerem.

Segurança em Cristo...
Arminianos têm visões diferentes sobre se a Escritura ensina que crentes podem abandonar a fé em Cristo e então perecer, ou se Deus irresistivelmente mantém os crentes de perderem sua fé e, portanto entrar em eterna condenação (como descrentes)...” (11).

“CALVINISTAS QUE SE TORNARAM ARMINIANOS EM DORT”.

Um dos fatos fascinantes da história é a ‘conversão’ ao arminianismo de alguns dos calvinistas que participaram do processo no Sínodo de Dort. Abaixo estão os relatos de três calvinistas, dois quais mudaram de opinião durante o processo real, e um que já tinha mudado seu parecer anteriormente.
John Hales (1584-1656): Hales foi um teólogo inglês. Era um homem calmo e gentil. Ele era bem instruído, tinha uma excelente memória, e é relatado como tendo um ‘conhecimento exato da língua grega’... Ele ficou convencido dos méritos do arminianismo ouvindo a defesa de Simon Episcopius da Expiação Ilimitada e exposição de João 3:16.
Thomas Goad (1576-1638): Goad foi um clérigo inglês. Gostava de poesia e foi conhecido por sua habilidade em verso. Foi capelão de George Abbot, arcebispo de Cantuária. Ele foi... Convencido pelo arminianismo durante o curso do Sínodo. Ele mudou de lado e começou a defender os arminianos. Como resultado, ele perdeu muito prestígio entre seus colegas...
Daniel Tilenus (1563-1633): Tilenus era um huguenote francês (calvinista). Foi professor no Colégio Presbiteriano de Sedan. Foi um calvinista firme, mas já tinha abraçado os Remonstrances pelo tempo de Dort...Tilenus criticou fortemente o comportamento dos calvinistas em Dort... Como resultado do apoio e identificação com os arminianos, Tilenus foi destituído de sua cátedra em Seda...” (12).

O ARMINIANISMO E ELEIÇÃO INDIVIDUAL E A ELEIÇÃO CORPORATIVA.

“... Eleição individual: A visão clássica na qual Deus individualmente escolheu cada crente baseado em Seu pré-conhecimento da fé de cada um e então predestinou cada um à vida eterna.
Eleição Corporativa: Eleição para salvação é primariamente para a Igreja como um povo e abraça indivíduos apenas numa união em fé com Cristo, O Escolhido, e como membros deste povo. Desde que a eleição individual deriva da eleição de Cristo e do povo corporativo de Deus, indivíduos tornam-se eleitos quando crêem e continuam eleitos apenas enquanto crerem...” (13).

Notas informativas do texto “O arminianismo é Bíblico. Sim ou não?”.

Livro “Eleitos, mas livres uma perspectiva equilibrada entre a eleição e o livre arbítrio” páginas 117 a 119. Autor Norman Geisler, editora VIDA.
Livro “Eleitos, mas livres uma perspectiva equilibrada entre a eleição e o livre arbítrio” páginas 105, 106, 107 e 108. Autor Norman Geisler, editora VIDA.
 “A Igreja Primitiva e o Livre-Arbítrio”, autores Roger T. Forster e V. Paul Marston, site “Arminianos”.
Livro “A verdade sobre a predestinação”. (Os grifos não constam no texto original).
Blog “Dokimos”, artigo “Extensão da expiação: uma defesa informal do universalismo qualificado”.
Blog do “Ciro”, artigo “Por quem Cristo morreu?
Site “Arminianismo”, artigo “A Extensão da Expiação: Expiação Limitada Versus Expiação Ilimitada”. Autor Ron Rhodes.
Distinguindo o Arminianismo clássico do Semi-Pelagianismo: uma tentativa de livrar Jacobus Arminius das falsas acusações e equívocos populares sobre sua teologia”.
Revista “Manual do Obreiro”, matéria “Teísmo aberto, uma nova chega à igreja brasileira”, autor Silas Daniel. Páginas 35, 37, 38 e 39. Editora CPAD.
Derrubando o Mito que Afirma ser o Arminianismo uma Teologia Centrada no Homem”, autor Zwinglio  Rodrigues.
Site “Deus amou o mundo”, sessão “5 pontos”.

Site “Deus amou o mundo”, artigo “Calvinistas que se tornarão arminianos em dort”. Por Kevin Jackson.

Derrubando o Mito que Afirma ser o Arminianismo uma Teologia Centrada no Homem”, autor Zwinglio  Rodrigues.




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